quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Eu danço como eu ando em campo minado

Fazia tempo que eu não via show da Tom Bloch. E ontem à noite foi tão legal que até merece um post!
Cheguei cedo no Ocidente, por volta das 21h45, e aproveitei para comprar o CD novo deles, que eu ainda não tinha. Bem legal, vem numa latinha, com o encarte dentro, tudo muito bonito e de bom gosto. E é lançamento independente! Disseram até, durante o show, que essa edição independente é especial "de colecionador", porque agora eles assinaram com a Som Livre e o CD será relançado em formato "normal".
Bom, eu comprei o CD, mas ainda não conhecia todas as músicas - apenas aquelas que constam no MySpace da banda - e quando o show começou, foi meio hipnótico.
Abriram com uma canção linda, chamada "Por favor, mente", que é a última desse novo álbum, mas também funcionou MUITO para iniciar os trabalhos. É meio difícil descrever a Tom Bloch com palavras... É uma banda que não tem uma referência muito fixa e não se encaixa num rótulo pronto, como essas coisas que estão em voga ultimamente. É fácil "engavetar" bandas como Cachorro Grande, Charlie Brown Jr. ou Fresno em um rótulo, mas não artistas como Jay Vaquer e Tom Bloch. No caso destes últimos, a música se torna uma espécie de viagem entre climas, cores, melodias, efeitos analógicos, batidas digitais, samples, etc. Sei que parece papo de louco, mas loucura é ouvir Tom Bloch sem se deixar levar nesse universo particular que eles criam com sua música. Universo esse que ganha mais forma ainda com as letras, excelentes tanto na maneira como são levadas ao papel quanto nos temas escolhidos, que acabam girando em torno de amor, só que, profundas ou não, mostram um ponto de vista diferente da coisa. Afinal, frases como "E foi como quebrar os dentes. O amor foi como um acidente." ou "Hoje eu sou teu pra sempre. Se eu perguntar, por favor, mente." não figurariam em canções de amor "comuns", gravadas pela Mariah Carey ou alguma diva da vida.
E não é à toa que as letras são bem escritas, pois o autor tem "pedigree". Pedro Veríssimo, vocalista da Tom Bloch, é filho de Luis Fernando Veríssimo e neto (óbvio, duuhhh) de Erico Veríssimo.
Lá no meio do show, teve uma música que me chamou bastante a atenção (e acabou dando título a este post). Era uma canção com o nome de "Situação de dança", na qual ele versava justificativas pro fato de não saber dançar. E as frases são ótimas! "Eu danço como eu nado sincronizado" ou "Eu danço como quem foi contaminado. O que fazer em situação de dança? O que fazer?" Não sei por que, mas eu me identifico bastante com essa letra... hehehe
O legal foi que, geralmente eu assisto aos shows da Tom Bloch sozinho. Sempre convido deus e o mundo pra ir comigo e ninguém vai. Saem perdendo, na minha opinião. Só que dessa vez, assisti acompanhado dos amigos da banda Véspera, que acabei descobrindo que são tão fãs quanto eu (ou até mais do que eu, segundo um deles). Quanto à Véspera, ainda falo sobre eles, aguardem.
Foi uma noite divertida, descontraída e que valeu muito a pena. O pessoal da banda é muito simpático e contou com o apoio de ótimos músicos. O baixista convidado, Patrick Laplan (que já tocou no Los Hermanos, Rodox e Biquini Cavadão), é um monstro! Não sabia que ele tocava tão bem e era tão criativo. Acho que a Tom Bloch garantiu espaço pro cara mostrar o que sabe e ele encheu as músicas de efeitos e frases de baixo que tão na minha cabeça até agora.

3 comentários:

Anônimo disse...

bueno, mui bueno texto. antes de ver quem era o autor, tive a impressão de que era tu fazendo valer na foto.
tu tem uma identidade na escrita, já formada.
aliás, um estilo jornalístico muito bom.
parabéns.



mariana nisemblat

Anônimo disse...

quero que tu seja colaborador de outro blog: www.poderegloria.blogspot.com
(esse é o coletivo)


vou te mandar o convite, em breve. e não vou aceitar um "não".
se o problema for tempo, que se repitam os textos, então.
quero esse estilo lá, para eu relembrar os tempos da boa velha magazine Bizz.



mn

minimus disse...

bãe.. não sabia que o patrick tava na tom bloch. o cara é foda mesmo. e só pra constar ô cuzão: eu não fui pq tava trabajando. =P

abrax