sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Free Hitler, free!


É engraçada a ironia das coisas, mas não tem como falar sobre um tema que me ocorreu hoje em um blog cheio de fotos do velho Adolph e com este título tão sugestivo sem sentir um certo estranhamento. Estava pensando nos mecanismos envolvidos na criação e manutenção de um preconceito. Gostaria de ressalvar, porém, que me utilizo aqui deste termo de uma maneira bastante ampla e não das corriqueiras aproximações discriminatórias atribuídas ao mesmo na sociedade moderna.
Tá, antes que vocês "preconceituosamente" me mandem a merda com este meu papo chato eu me explico: estou usando o termo aqui para designar "idéias pré-concebidas a respeito de coisas que não vivenciamos". Não, eu não gostaria aqui de levantar uma bandeira a favor de minorias, também não quero defender a liberação de substâncias ilícitas – até porquê o grande "charme" das mesmas estão justamente no fato de serem ilícitas.
O que fez com que eu começasse a pensar sobre este assunto "tão cabeça" foi a diversidade das opiniões que, como todo cinéfilo curioso, fui coletar sobre um filme que me recomendaram esta semana com pessoas de gosto confiável.
Ouvi os mais controversos comentários acerca da obra, alguns enaltecendo a genialidade do roteiro e do formato, outros esbravejando sobre a violência gratuita, sobre a falta de tato e o mau gosto da mesma. Em meio a tanta confusão confesso que eu quase desisti de ver o filme, comecei a ver os créditos iniciais umas 3 vezes pausando e pensando: "Será que eu vejo mesmo esta porcaria?!". Só então me dei conta de como minhas indagações eram ridículas e que eu tinha criado uma idéia prévia de que estava diante de um "filmeco sensacionalista, recheado de cenas chocantes e inapropriadas". Mas o grande absurdo é que eu estava tomando como minhas as opiniões de pessoas que eu confio me impedindo de ter as minhas próprias. Liguei o "foda-se" e assisti o filme que, para minha grande surpresa, me pareceu muito rico e inspirador, não sendo apenas polêmico pela crueldade da realidade a qual nos remete, mas pelas questões que dele brotavam a cada seqüência que se apresentava.
Não citarei aqui o nome do filme propositalmente, pois não é minha intenção indicar filme algum. O que eu gostaria, sim, de recomendar é que experimentem tudo que queiram mesmo experimentar – não, ainda não estou fazendo apologia às drogas vocês entenderam muito bem – e tirem suas próprias conclusões sobre as coisas. Se alguma lição pode ser tirada disso tudo é a de que acatar realidades que não nos pertencem pode nos impedir de vivenciarmos nossas próprias.

7 comentários:

L. F. Volkweis Filho disse...

Concordo e sou totalmente a favor de que todos tiremos nossas próprias conclusões das coisas. Por isso que eu não dou a mínima bola se tal filme ou tal banda ou tal ator/atriz "é conhecido".
Não acho que precisemos tanto assim da opinião de terceiros pras coisas.
O triste é que tem MUITA GENTE que precisa...

E quem quiser pode depositar uns pila na minha conta que eu digo que filme é esse aí que o Alexandre tá falando... huhuhu

Erik dos Reis disse...

Se você associa a imagem de Adolf Hitler (colorido, "photoshopado", recortado ou sei lá o que é isso aí) a uma simples idéia (em conceito amplo, ou de dicionário, ou de rua ou sei lá que conceito) de preconceito, acho que começou muito mal, amigo.

Vejo que você deu uma volta em círculo quando escreveu isto. Foi infeliz porque acatou uma realidade que não lhe pertence, mas, no seu caso, a informação não foi arbitrariamente recomendada e muito menos foi por pessoas de gosto confiável.
A Política Nacional-Socialista foi excessivamente demonizada, a partir da segunda metade do século XX. O Nacional-Socialismo sofreu - e vem sofrendo - mais de 70 anos de uma propaganda covarde e deturpada por uma mídia abertamente semita (aliás, não só a mídia como a política, o comércio, a indústria, a educação etc.).
Vale lembrar as palavras de Martin Drewes: "A primeira vítima de uma guerra é a verdade. Os fatos passam a ser contados do ponto de vista do vencedor.".

Esse blog ridiculariza a imagem de Adolf Hitler por motivos banais. Por que não fizeram um blog cheio de imagens ridículas de Che Guevara? Medo de perder o público de História?

E mais, se a sua intenção não era indicar nenhum filme, por que deu tantos detalhes a respeito do filme da moda? Está escondendo suas intenções.
Não está fazendo apologia às drogas ilicitas, mas vê nessas um "charme". Logo "charme", que, segundo a definição do Aurélio é aparentar ou fingir não gostar, gostando. Novamente esconde intenções.

Então qual é sua intenção com esse texte e com esse blog?

xandee1977 disse...

Prezado amigo Erik dos Reis,

Sugiro que dê uma lida geral nos posts anteriores deste blog e que tire suas próprias conclusões a respeito de nossas intenções com este nosso espaço. Gostaria, porém, de chamar atenção para a ironia esta a que estamos presenciando aqui: um único texto nosso fez com que tecesses um comentário que supera em caracteres todo conteúdo do teu blog. Devo crer, desta forma que, se o O que eu aprendi com Kama Sutra [com fotos coloridas de Hitler] tem algum objetivo este está sendo atingido. [risos]

Ps.: Se quando se refere ao termo “filme da moda” tá falando do “faca na caveira”, chuta de novo, tu errou de filme. Uma pista: é uma produção de 2002, ganha um biscoito se não errar de novo. [Gragalhadas]


Atenciosamente,

Alexandre.

deb disse...

Concordo contigo! não sobre o filme, claro! mas sobre os preconceitos q formamos. Acho importante ouvir opiniões, elas servem para nos mostrar outro ponto de vista q não o nosso e assim nos enriquecer, pelo menos, é assim q eu me sinto sobre a opinião alheia (de gente q eu considere, obvio).

e sim, é incrivel como nos deixamos levar facilmente pela opinião dos outros, eu, por exemplo estou quase desistindo de ver "O Passado"...tanta gente falou mal...


ahhhhhhhhh, só mais uma coisinha, duas alias...primeiro, alguem pode me explicar o post acima?? não entendi o q tem a ver com o teu texto alexandre...
e outra, excelente texto!!! como sempre!!!!

bjs

P. Hepburn® disse...

Adolph's fans...

tsc, tsc...

¬¬

L. F. Volkweis Filho disse...

a p. hepburn é meio burrinha né?

P. Hepburn® disse...

não Luis...
Tava falando do rapazinho que criticou o texto do alexandre..

mas esse burrinha foi meio forte...